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Síndrome de Haff: o que é e como tratar a doença

Postado quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021 | 22:19

 

Consumo de peixes com toxinas pode causar a doença

Popularmente conhecida como "doença da urina preta", a Síndrome de Haff é uma enfermidade que consiste em rabdomiólise - a degradação do tecido muscular que libera uma proteína prejudicial no sangue - sem explicação.

Os cuidados com a doença vêm à tona após o caso de duas irmãs pernambucanas que consumiram peixe arabaiana e relataram quadro clínico da doença. 

A síndrome, inclusive, é geralmente associada à ingestão de crustáceos e, principalmente, pescados.

Entre os principais características da Síndrome de Haff, estão:

- Ocorrência súbita de extrema rigidez muscular

- Mialgia difusa (dor nos músculos)

- Dor torácica

- Dispneia (falta de ar)

- Dormência e perda de força em todo corpo

- Urina escura, semelhante à cor do café


A urina fica preta, daí o nome popular da doença, porque o rim tenta limpar as impurezas, o que causa uma lesão na musculatura. 

Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos. 

De acordo com o médico infectologista Filipe Prohaska, a doença tem esse nome devido a uma conjunção de sinais. 

“O que chama atenção é que o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada. Com isso, ele cria uma toxina no interior que não tem nem odor nem sabor”, explica. 

Espécie passíveis de desenvolver a toxina são o tambaqui, o badejo e a arabaiana - esta última a consumida pelas irmãs. 

Ainda de acordo com o infectologista, hidratação é uma das formas de eliminar as toxinas do corpo. 

“O rim perde a capacidade de retirar as proteínas do músculo e as toxinas do corpo. A hidratação é uma das formas para tratar. Nos casos graves, pode ser necessário fazer hemodiálise”, acrescenta. 

A hidratação é fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração de toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina.

Prohaska ainda lembrou que a doença causa muitas dores musculares, por causa do ataque da toxina. 

“Lembra muito a dengue, mas sem febre. Se você comer peixe e sentir dores musculares, urina escura, procure imediatamente uma unidade de saúde”, orienta.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), há cinco casos de Síndrome de Haff em investigação em Pernambuco, incluindo os dois das irmãs.

Cientistas criam livro que purifica água

Postado segunda-feira, 17 de agosto de 2015 | 11:26

Um grupo de pesquisadores desenvolveu um livro capaz de purificar a água contaminada por bactérias. As páginas do “livro potável”, como tem sido chamada a novidade, foram desenvolvidas para combater o alto índice de insalubridade da água consumida em comunidades de países pobres, principalmente na África e na Ásia.

Em testes iniciais, os cientistas constataram que as páginas do livro eliminaram 99% das bactérias existentes em amostras de 25 fontes de água contaminada da África do Sul, Gana e Bangladesh. A purificação é possível graças a partículas de prata e cobre presentes no papel, que livram a água de bactérias. O estudo foi apresentado no 250º Encontro da Sociedade Americana de Química, em Boston, nos Estados Unidos.

“É direcionado para comunidades em países em desenvolvimento”, afirmou Teri Dankovich, um dos pesquisadores que participam do projeto, à BBC.

As instruções de como usar o “filtro”, impressas no próprio livro, são bastante simples: basta destacar uma folha, colocar em algum tipo de suporte e derramar a água sobre ele, como se estivesse fazendo um café manualmente.

Apenas uma página do livro pode filtrar cerca de 100 litros de água, já o livro todo tem a capacidade de purificar a quantidade de água consumida por uma pessoa durante quatro anos. No entanto, apesar do poder de eliminar bactérias, ainda não se sabe qual a eficácia do livro para eliminar outros agentes de contaminação como protozoários e vírus.

O próximo estágio da pesquisa será testar amplamente o uso do livro junto às populações locais. Alguns testes preliminares foram feitos em Bangladesh, onde os cientistas utilizaram algumas páginas para filtra a água que era despejada em um “Kolshi”, recipiente de armazenamento comum no local.

fonte:http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cientistas-criam-livro-que-purifica-agua-17207222

Saiba por que a vida pode acabar em menos de 100 anos na Terra

Postado sábado, 4 de julho de 2015 | 13:58

Em um artigo publicado pela agência Reuters, o escritor David Auerbach resgatou uma teoria do microbiólogo australiano Frank Fenner (ganhador do Prêmio Mundial de Ciências Albert Einstein e da Medalha da Organização Mundial da Saúde por seu trabalho na erradicação da varíola). Ele afirmou que o nosso planeta se tornará absolutamente inóspito para muitas espécies (entre elas, a humana) em menos de um século e entrará em colapso no ano de 2100.
As causas? A superpopulação, a destruição do meio ambiente e as mudanças climáticas.
De acordo com o cientista, o mal já foi feito e é irreversível, já que não haverá nenhuma transformação radical ou estratégia que permita reverter o rumo de destruição do planeta provocado pela industrialização. A partir de sua perspectiva fatalista, o momento atual mostraria os primeiros efeitos do aquecimento global; em poucas décadas, eles causariam o esgotamento dos recursos naturais, o que, somado a um crescimento demográfico esmagador, desencadearia em guerras por alimentos que acabariam com a nossa espécie.

Fontes: Reuters,  MSN Noticias
Crédito da Imagem: Jackal Yu/Shutterstock.com

NASA confirma existência da mítica Área 51

A misteriosa Área 51 sempre esteve presente na cultura popular ao longo de muitas décadas. Tanto que o tema é frequente em minisséries (como Arquivo-X) e no cinema (como em Men in Black). Apesar dos fortes rumores e inúmeras teorias da conspiração, levou muito tempo para que algum órgão do governo dos EUA confirmasse a existência dessa base militar ultrassecreta. A CIA, em 2013, admitiu que o local existiu e documentos sobre a Área 51 foram finalmente liberados. Agora, foi a vez da NASA, a Agência Espacial Norte-americana, afirmar a existência da base, onde teriam ocorrido experimentos com corpos e tecnologias extraterrestres.
No entanto, em vez de armazenar cadáveres e naves espaciais alienígenas, o local seria, na realidade, um centro de pesquisa e desenvolvimento aeronáutico. A Área 51 foi construída nos tempos da Guerra Fria (a partir dos anos 50) e está localizada no deserto de Mojave, a 130 km a noroeste de Las Vegas.
A declaração foi dada por Charles Bolden, administrador da NASA, em um programa televisivo. Segundo suas próprias palavras, “existe uma Área 51, mas ela não é dedicada ao que muitas pessoas pensam. É um lugar comum de pesquisa e desenvolvimento. Nunca vi extraterrestres ou naves espaciais lá. Acredito que a lenda tenha surgido pelo fato de, no seu interior, serem desenvolvidas pesquisas aeronáuticas, e existe bastante segredo em relação a isso”.
Bolden aproveitou a ocasião para frisar que os mitos em torno da famosa Área 51 são absolutamente falsos. No entanto, ele afirmou acreditar na existência de vida além de nosso planeta: “Algum dia encontraremos outras formas de vida. Se não for em nosso Sistema Solar, será em um dos bilhares sistemas solares que existem no universo”.
Assista ao vídeo abaixo em que Giorgio faz sua Busca por Alienígenas, entre elas o famoso caso Roswell, que envolve a Área 51.
Fonte: Infobae 
Crédito das imagens: SipaPhoto / Shutterstock.com

Vacina contra aids mostra resultados promissores em macacos

Postado sexta-feira, 3 de julho de 2015 | 12:44


Vacina contra aids mostra resultados promissores em macacos divulgação/divulgação
Uma vacina experimental contra o HIV, o vírus responsável pela aids, mostrou resultados promissores em macacos, segundo um estudo publicado na revista Science.

Esta vacina "duplo viral", que primeiro prepara o sistema imunitário com um outro agente patogênico e em seguida, impulsiona uma proteína encontrada em torno do invólucro do HIV, pode ser a melhor estratégia para proteger contra a infecção por este vírus em seres humanos, como pesquisadores.

Com HIV "cercado", cientistas querem erradicar epidemia da aids até 2030

Primeiro eles injetaram nos macacos uma vacina contra um adenovírus — vírus ligados a muitas infecções humanas — para alertar o sistema imunológico. Numa segunda fase, foi injetada uma espécie de lembrete, desta vez com uma proteína purificada que forma o envelope do HIV, o que provocou uma forte reação das células imunitárias.

Um sistema semelhante, que visa multiplicar tanto a magnitude da resposta imune como alargar a proteção contra ataques virais subsequentes, foi utilizado com a vacina contra o Ebola. 

Brasileiros produzem anticorpo que neutraliza vírus HIV

No caso da vacina experimental contra a aids, os cientistas foram capazes de proteger totalmente metade de doze macacos contra a infecção do vírus de imunodeficiência símia (VIS), semelhante ao HIV que ataca os seres humanos.

— Nos sentimos encorajados pelos resultados deste estudo pré-clínico, que abre o caminho para a avaliação de uma vacina que poderia servir aos seres humanos — afirmou o virologista Dan Barouch, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard e um dos os principais autores da pesquisa.

Já está em curso um estudo clínico de fase 1 com voluntários saudáveis, para avaliar a segurança da vacina experimental.

*AFP

Faltou carne? Que tal espetinho de gafanhoto?

Postado quinta-feira, 2 de julho de 2015 | 15:17

Chinesa vende espetinhos de gafanhoto e escorpião em Pequim: excentricidade chegará em breve à sua mesa


Produzir insetos para consumo humano pode ser um bom negócio? A FAO acredita que sim. O respeitado braço para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas colocou esses animais em sua agenda como uma fonte de proteína alternativa para o consumo humano. Em dois anos, o órgão se reunirá para discutir o tema e, até lá, espera apresentar ao mundo as possibilidades "promissoras" desse novo mercado, tanto em termos comerciais quanto nutritivos.

Por trás da iniciativa está um fato e uma preocupação. Segundo especialistas, dois terços das terras agricultáveis do planeta são hoje ocupadas por rebanhos de bovinos, suínos e caprinos. Mas a população mundial cresce - seremos mais de 9 bilhões em 2050 -, assim como cresce o consumo de carnes, à medida que as sociedades ganham poder aquisitivo e adquirem novos hábitos alimentares, caso dos asiáticos. Conclusão: em 30 ou 40 anos não haverá mais carnes com a abundância que se vê nos dias atuais.

"Há 20 anos, o consumo médio de carne [de bovino, suíno e caprino] era de 20 quilos. Hoje é de 50. Em 20 anos chegará a 80 quilos por pessoa. Não há espaço físico para a expansão da pecuária. A carne passará a ser um produto de luxo. Só quem tiver muito dinheiro conseguirá comprar", afirmou ao Valor Arnold van Huis, entomologista da Universidade de Wageningen, na Holanda, e autor de um estudo da FAO que defende as vantagens do consumo humano de insetos.

Esses pequenos animais entraram no foco dos cientistas devido ao montante expressivo de proteínas que carregam. Na opinião de Van Huis, eles são absolutamente comparáveis à carne em termos proteicos - e até melhor. "A barreira ainda é cultural".

Estranhados na Europa, os insetos são ingeridos há séculos em várias regiões do planeta. Seus representantes fazem parte da culinária típica de muitas culturas, e a maior parte deles vive nas florestas e é coletada manualmente. Um inventário das Nações Unidas mostra que cerca de 1.700 espécies de insetos são comidos da Tailândia ao México, passando pelo Brasil. Por isso, os pesquisadores da FAO dizem que é somente uma questão de tempo e costume até que eles cheguem definitivamente às mesas.

Para evitar a rejeição do consumidor, o Ministério da Agricultura holandês disponibilizou € 1 milhão para que um grupo de 70 pesquisadores de Wageningen, liderados por Van Huis, transformem insetos em uma forma mais palatável de alimentação humana. Eles terão quatro anos para produzir um plano científico e de negócios para o insumo ser aceito globalmente. A ideia central é conseguir extrair a proteína desses animais para a sua futura industrialização - um pó, por exemplo, que poderia ser acrescentado a produtos processados.

Além do aspecto nutricional, os insetos têm uma enorme vantagem em relação à velha (e boa) carne: não contribuem para o aquecimento global. A FAO estima que a produção de carnes gere cerca de um quinto das emissões globais de efeito-estufa. O gado bovino, assim como outros animais ruminantes, emite o metano (CH4), um gás 23 vezes mais prejudicial ao ambiente que o seu par mais famoso, o dióxido de carbono (CO2).

Em 2008, Rajendra Pachauri, o chairman do IPCC, o maior painel de climatologistas do mundo, e vencedor do Nobel da Paz, chegou a sugerir que a humanidade deixasse de comer carne pelo menos uma vez por semana, e depois a retirasse completamente de sua dieta alimentar, como forma de ajudar o ambiente.

Uma revisão da própria FAO veio em seguida: não é preciso virar vegetariano, basta adotar uma nova dieta. Com insetos.

As pesquisas de Van Huis e sua equipe mostram que a criação de insetos produz muito menos gases nocivos ao ambiente. Segundo eles, espécies mais comuns, como gafanhotos e grilos, emitem dez vezes menos metano que os rebanhos bovinos, caprinos e suínos. Os insetos, dizem eles, também produzem 300 vezes menos óxido nitroso (N2 O), outro gás potente de efeito-estufa, e menos amônia, gerados nas fazendas de suínos e aves.

Os insetos, segundo esses especialistas, também consomem menos matéria-prima. Bois necessitam de cerca de dez quilos de alimento (capim e ração) para produzir um quilo de carne. Já os insetos necessitam de apenas 1,5 quilo de alimento para a conversão em um quilo de proteína.

Com tantos atributos, os insetos podem afinal ser um negócio? "Se 1% ou 2% deles fossem adotados na dieta humana, sim, seria um grande negócio", afirma o entomologista Van Huis.

Febre Chicungunha: Estranha doença chega ao Brasil

Postado terça-feira, 4 de novembro de 2014 | 20:20


Febre Chicungunha é o nome de uma doença que está se alastrando pelo mundo, causada por um vírus parente do da dengue. O nome Chicungunha significa “aquele que se curva” no idioma swahili, da Tanzânia, devido à forma com que os primeiros pacientes se curvavam por causa das dores.

O vírus Chikungunya (na grafia original), ou CHIKV, também transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, além do Aedes albopictus. Como não ocorre transmissão de pessoa para pessoa, não há necessidade de isolamento dos pacientes.

A Febre Chicungunha se caracteriza pelo aumento súbito da temperatura do paciente, normalmente maior que 39°C, e muitas dores nas articulações de mãos e pés – dedos, tornozelos e pulsos. Podem ocorrer também dores de cabeça, musculares e manchas na pele, entretanto 30% dos casos parece não desenvolver nenhum sintoma.

Em geral, dez dias depois do início dos sintomas o paciente se recupera, embora as dores nas articulações possam persistir por meses. A confirmação da doença é feita através de exame laboratorial e todos os casos suspeitos devem ser comunicados às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e ao Ministério da Saúde.

Desde a década de 1950, o vírus tem circulado na África e Ásia, mas no final de 2013 foi encontrado no Caribe. Toda a população do continente americano é considerada vulnerável, pois como o vírus nunca circulou por aqui, ninguém tem imunidade natural contra ele.

Por enquanto, ocorreram 16 casos confirmados de transmissão local (gente que pegou a doença aqui no Brasil mesmo), dois no Oiapoque (Amapá), e 14 no município de Feira de Santana, na Bahia. Existem também alguns casos suspeitos que estão sendo investigados.

Além destes 16 casos, há 37 casos de pessoas que viajaram para regiões com transmissão da doença e que contraíram a condição por lá, antes de retornar ao Brasil.
febre chikungunya

O combate a essa febre por enquanto é o mesmo que à dengue, ou seja, a erradicação do mosquito. Por enquanto, como no caso da dengue, também não há tratamento para a doença, apenas para os sintomas. A notícia “boa” é que quem for infectado adquire imunidade.

Finalmente, o que todo mundo está querendo saber a esta altura: a doença pode, sim, matar, mas são raros os casos. Na Índia, por exemplo, houve 1,3 milhões de casos em 2006 e nenhuma morte registrada. Já nas Ilhas Reunião, em 2004, houveram 254 mortes em um total de 266 mil casos – cerca de 0,1%.

A baixa taxa de mortalidade não é desculpa para não combater o mosquito. Faça a sua parte: examine sua residência e o entorno e acabe com os locais em que a água possa empoçar, impedindo a reprodução do inseto. Verifique se a caixa d´água está bem fechada, não deixe acumular vasilhames no quintal, verifique se as calhas não estão entupidas, e coloque areia nos pratos dos vasos de planta.

Brasil tem primeiro caso de suspeita de ebola

Postado sexta-feira, 10 de outubro de 2014 | 06:28

Autoridades sanitárias brasileiras investigam o primeiro caso de suspeita de ebola no país. O caso foi comunicado na noite desta quinta-feira pela Secretaria de Saúde do Paraná ao Ministério da Saúde. Informações preliminares indicam que o paciente, de 47 anos, veio de Conacre, capital da Guiné, em um voo com escala em Marrocos. Internado em um centro médico da cidade de Cascavel, ele será encaminhado para um hospital de referência no Rio de Janeiro e teve material coletado para fazer os exames. A expectativa é a de que nesta sexta as amostras sejam enviadas ao Instituto Evandro Chagas, onde será feita a análise para confirmar se o paciente é ou não portador da doença.

Natural da Guiné, o homem teve febre nos últimos dois dias, mas não apresentou hemorragia, vômito ou outros sintomas que caracterizam a infecção por ebola. Outras suspeitas são de que ele tenha malária ou dengue.


Atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasília II, em Cascavel, o paciente está em isolamento. Por precaução, toda a unidade foi colocada em quarentena, assim como um número não divulgado de funcionários do centro médico. Pacientes que estavam na UPA de Cascavel foram transferidos para outros hospitais. Equipes do Ministério de Saúde e da Secretária Estadual estão a caminho do local. A expectativa é que o paciente seja transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio, referência nacional para casos de ebola, na manhã desta sexta. O transporte será feito em uma aeronave da Polícia Rodoviária Federal.

O superintendente de Vigilância em Saúde do Paraná destacou que o caso é apenas uma suspeita e que não há motivo para pânico entre os moradores da cidade. "Essa é uma doença que só se transmite com contato com secreções, sangue. Não há a mínima possibilidade de uma pessoa que esteve no mesmo ambiente, sem tocar no paciente, pegar ebola. Reforço que a população de Cascavel está segura", afirmou. 

A notícia aparece no mesmo dia em que o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que, embora baixo, existia o risco de o Brasil registrar um caso da doença. Pela manhã, ele disse que o sistema de vigilância montado era adequado e que instituições de saúde estavam em treinamento constante para identificar casos suspeitos e para adotar as medidas de segurança necessárias, caso isso ocorresse.

O mundo enfrenta a pior epidemia de ebola da história. Foram registrados 8.011 casos na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com 3.857 mortes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Nigéria, Senegal, Estados Unidos e Espanha apresentaram transmissões localizadas. Juntos, foram contabilizados nestes países 21 pacientes com a doença e oito mortes.
Vírus – Transmitida por um vírus, a doença é fatal em cerca 65% dos casos. A infecção ocorre através do contato com sangue, fluidos corporais da pessoa infectada ou do animal doente, como macacos, capivaras e porcos-espinhos. Ao contrário de outras doenças, no entanto, a transmissão ocorre quando o paciente já apresenta os sintomas da infecção. Os principais são febre, fraqueza, dores abdominais, vômito e hemorragias. A incubação – período entre o contágio e a manifestação dos primeiros sintomas – pode variar entre 2 a 21 dias. Não há remédio específico para o ebola.
Em agosto, o Centro de Operações de Emergência em Saúde do governo federal acionou o nível dois de emergência, o penúltimo na escala de gravidade, que permite o deslocamento de equipes federais para regiões com suspeita da doença no país sem a necessidade de autorização dos governos locais.
Desde que a Organização Mundial de Saúde decretou emergência, o Brasil adotou um conjunto de medidas para prevenir a transmissão e permitir a rápida identificação de um caso suspeito da doença, com isolamento e tratamento.
O grupo Executivo Interministerial para Emergências em Saúde Pública foi convocado, videoconferências semanais com todos os Estados são realizadas, simulações foram feitas em hospitais de referência e em aeroportos. De acordo com o plano traçado, casos suspeitos devem ser encaminhados para hospitais de referência. Esses hospitais, no entanto, fazem apenas a primeira triagem. Casos confirmados, de acordo com a estratégia, devem ser enviados para dois hospitais: Instituto Nacional de Infectologia, no Rio e Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. O teste de diagnóstico para comprovação da infecção é feito no Instituto Evandro Chagas.
fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasil-tem-primeiro-caso-suspeito-de-ebola

Esmalte que muda de cor ao detectar drogas do 'Boa noite Cinderela'

Postado terça-feira, 26 de agosto de 2014 | 18:33



Um esmalte desenvolvido por quatro alunos da Universidade da Carolina do Norte promete ajudar na prevenção ao golpe do "Boa noite Cinderela". Chamado Undercover Colors, o produto muda de cor ao entrar em contato com as drogas Rohypnol e GHB, frequentemente utilizadas nesse tipo de ataque. 

A ideia é ajudar mulheres a identificar traços dos componentes em bebidas e prevenir casos de furto e violência sexual. Basta o contato do esmalte com o líquido suspeito para que, em poucos segundos, a coloração aponte se há ou não a presença das drogas. 


Os jovens Ankesh Madan, Stephan Gray, Tasso Von Windheim, e Tyler Confrey-Maloney, responsáveis pelo desenvolvimento do esmalte, receberam 100 mil dólares em investimentos, mas continuam arrecadando fundos para a produção em massa do produto.

Doações para a compania são impotantes: Faça sua doação!

O que acontece com quem sobrevive ao ebola?

Postado quinta-feira, 31 de julho de 2014 | 12:52

Aatual epidemia de ebola na África Oriental é a maior já registrada. Pelo menos 319 pessoas morreram em infectadas pelo vírus em Guiné, 224 em Serra Leoa e 129 na Libéria - incluindo médicos. Pesquisas apontam diferentes taxas de mortalidade para a doença, de 60% a até 96%. Nestes últimos casos, a estatística mostra que a mortalidade é de 90%. Pudera, até o momento não há cura conhecida.
Mas o que acontece com os 10% que conseguem sobreviver?
De acordo com essa reportagem da CBS, para sobreviver ao ebola o paciente precisa ter acesso a um diagnóstico rápido e a tratamento imediato. Ou seja, assim que começam a sentir os primeiros sintomas: dores de cabeça, dor nas juntas e febre. O problema é que esses sinais podem ser confundidos com os de um simples resfriado. A partir do momento em que a doença começa a se diferenciar, com a ocorrência de hemorragias, já é tarde demais.
Quando o ebola é identificado rapidamente, os pacientes passam a receber fluidos de forma intravenosa, para evitar a desidratação, manter a pressão estável (a maioria de pacientes do ebola morre por baixa pressão), transfusões para repor o sangue perdido em hemorragias e tratamento para infecções secundárias que podem surgir por causa do vírus.
Mas mesmo após receber o tratamento adequado e conseguir superar o vírus, há grandes chances dos sobreviventes sofrerem com consequências da doença. Um exemplo são as inflamações crônicas nas juntas e nos olhos, que podem afetar os pacientes até o fim de suas vidas. Esses 'efeitos colaterais' são resultantes da luta travada pelo sistema imunológico para expulsar os vírus.
A atralagia, condição similar à artrite, causa dores nas juntas e nos ossos. Já, nos olhos, é desenvolvida a uveíte, que causa inflamação, dor, excesso na produção  lacrimal e pode culminar em cegueira.
Ainda não se sabe, exatamente, por quanto tempo uma pessoa que esteve infectada com o ebola pode transmitir o vírus. Embora a recuperação de uma infecção possa durar até 21 dias, o mesmo período de incubação, a OMS já registrou a presença do vírus no sêmen de um homem mesmo 61 dias após ele ter sido considerado curado. 


Também não se sabe o que faz com que uma pessoa tenha chances maiores de sobrevivência do que outra, mesmo que o diagnóstico ocorra a tempo nos dois casos. Especialistas suspeitam que a genética também tenha um papel no desenvolvimento da doença -  por isso, em populações com menor variabilidade genética, como em algumas regiões afetadas pela epidemia atual, o Ebola seria devastador.

fonte: Revista Galileu

Ebola: o que é, quais os riscos e por que é tão fatal

A atual epidemia da doença na África é considerada a maior da história. Saiba como se espalha esse vírus raro e tão perigoso


REDAÇÃO ÉPOCA

30/07/2014 07h00 - Atualizado em 30/07/2014 12h01

O vírus ebola (Foto: AP Photo/CDC)
Já é a maior epidemia de ebola da história. Três países da África ocidental enfrentam um surto sem precedentes de uma das doenças mais fatais do mundo, e a chegada do vírus a um quarto país africano assustou as autoridades da área da saúde. Mas o que é o ebola, e quais os riscos que estamos correndo? Confira abaixo as principais dúvidas sobre o vírus e sobre o surto atual.
O que é esse ebola de que todo mundo está falando?
O ebola é um vírus particularmente fatal para humanos e outros primatas. Ele foi identificado pela primeira vez em 1976, em uma vila chamada Ebola, na República Democrática do Congo. Desde então, já foram 14 surtos da doença na África. Os cientistas identificaram cinco tipos diferentes do ebola, sendo que três são os mais perigosos: bundibugyo, sudão e zaire. A epidemia atual é do ebola-zaire.
Os primeiros sintomas surgem entre dois dias e até três semanas após a infecção, e no começo se parecem como os de uma simples gripe, como febre e dores de cabeça. A doença evolui para hemorragias externas e deficiência de rim e fígado. Nos casos mais graves, o paciente sofre sangramentos pelo nariz, olhos e boca. Dependendo do caso e do tipo de vírus, ele mata até 90% das vítimas. Na epidemia atual, a taxa de mortalidade está acima de 60%.


Epidemia de ebola na África ocidental. Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) (Foto: Giovana Tarakdjian/ÉPOCA)
Esse surto atual é mesmo tão sério?
Sim. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a organização Médicos Sem Fronteiras, a epidemia atual já é a maior da história da doença. Muitos fatores fazem deste surto pior do que os anteriores: ele não está confinado a regiões isoladas, atingindo quatro países diferentes (Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria); foi a primeira vez que atingiu o oeste da África, em países que não estavam acostumados a enfrentar a doença; e a globalização torna muito mais fácil para um doente viajar de avião antes de detectar a doença, podendo espalhá-la em outros países. Isso aconteceu na semana passada. Um homem infectado pelo ebola saiu da Libéria, passou pelo Togo e chegou à Nigéria. A OMS enviou equipes para os dois países e teve de colocar o hospital nigeriano em quarentena para evitar problemas. O mapa ao lado mostra o número de casos e mortes registrados até 28 de julho.
Alguma chance de eu pegar ebola?
Se você está no Brasil, nenhuma. Não há nenhum caso de pessoas que tenham sido infectadas fora da África. A única vez que o vírus saiu do continente africano foi em 1994. Um médico suíço contraiu ebola enquanto fazia autópsias de animais na África, e os sintomas só apareceram na Europa. Ele ficou em quarentena, se recuperou e o vírus não se espalhou.
Aliás, como se pega esse vírus?
A forma mais comum é pelo contato com fluídos corporais de uma pessoa infectada. Saliva, urina, sangue, lágrimas, por exemplo. Não há casos de trasmissão sem contato físico direto com a pessoa doente. Parentes de vítimas e médicos que cuidam dos pacientes acabam sendo as pessoas mais vulneráveis.
Além disso, se você gosta de comidas exóticas, é bom tomar cuidado com morcegos. Ao que tudo indica, o surto atual começou porque pessoas comeram morcegos infectados. Os morcegos da família Pteropodidae, conhecidos como morcegos-de-fruta, são considerados como hospedeiros naturais do vírus. Não à toa, a primeira medida dos países que enfrentam a epidemia foi proibir o consumo dos morcegos.
Onde vive esse morcego? Porque eu pretendo ficar bem longe dele
O mapa abaixo, da Organização Mundial da Saúde, mostra onde o morcego vive. É a parte pontilhada do mapa. Em azul, países que receberam, em laboratório, macacos ou porcos infectados com ebola vindos das Filipinas - importante explicar que esses casos foram do ebola-reston, que não afeta humanos. Em amarelo, países onde houve ocorrência de animais com o vírus. Os países que já tiveram casos do ebola em humanos estão em laranja: os que enfrentaram surtos (laranja-escuro) e os que receberam pacientes "importados" de outros países (laranja-claro). O mapa engloba todos os surtos, não apenas o atual.


Mapa da Organização Mundial da Saúde mostra distribuição do ebola no mundo (Foto: OMS)
Há cura?
Assim como o vírus da gripe, não há cura, mas é possível tratar os sintomas. Quanto mais cedo começar esse atendimento, maior a chance de sobrevivência. O tratamento é focado em repor fluídos e sangue perdido, manter a pressão arterial e tratar infecções relacionadas. O paciente precisa ficar no mínimo três semanas em isolamento, para evitar espalhar o vírus. As chances não são promissoras. No surto atual, mais de 60% dos pacientes morreram. Em algumas epidemias, o mortalidade chegou a 90% dos casos. E não há uma vacina. Mas a OMS afirma que o ebola é um vírus raro - basta tomar cuidado em casos de epidemia, como o atual, evitando contato com pacientes infectados, mortos ou animais que podem ser hospedeiros, como morcegos ou macacos. Segundo eles, não há razão para pânico.

fonte: Época

Ebola, o que é?

Postado terça-feira, 29 de julho de 2014 | 08:39

Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar mais de 90% das pessoas que o contraem, causando pânico nas populações infectadas.

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) tratou centenas de pessoas com a doença e ajudou a conter inúmeras epidemias ameaçadoras. 
“Eu estava coletando amostras de sangue de pacientes. Nós não tínhamos equipamentos de proteção suficientes e eu desenvolvi os mesmo sintomas”, diz Kiiza Isaac, um enfermeiro ugandense. “No dia 19 de novembro de 2007, recebi a confirmação do laboratório. Eu havia contraído Ebola”.
Fatos
A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.

Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus Ebola. A taxa de fatalidade do vírus varia entre 25 e 90%, dependendo da cepa.
“MSF foi para Bundibugyo e administrou um centro de tratamento. Muitos pacientes receberam cuidados. Graças a Deus, eu sobrevivi. Depois da minha recuperação, me juntei a MSF”, conta Kiiza.
Estima-se que, até janeiro de 2013, mais de 1.800 casos de Ebola tenham sido diagnosticados e quase 1.300 mortes registradas.
Primeiramente, o vírus Ebola foi associado a um surto de 318 casos de uma doença hemorrágica no Zaire (hoje República Democrática do Congo), em 1976. Dos 318 casos, 280 pessoas morreram rapidamente. No mesmo ano, 284 pessoas no Sudão também foram infectadas com o vírus e 156 morreram.
Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de seus locais de origem. Quatro dessas cinco cepas causaram a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada.
MSF tratou centenas de pessoas afetadas pelo Ebola em Uganda, no Congo, na República Democrática do Congo, no Sudão, no Gabão e na Guiné. Em 2007, MSF conteve completamente uma epidemia de Ebola em Uganda.

O que causa o Ebola?
O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais. O vírus é transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.

Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados.
Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.
Enterros onde as pessoas têm contato direto com o falecido também podem transmitir o vírus, enquanto a transmissão por meio de sêmen infectado pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica.
Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola.

Coreanos criam garrafa que transforma água do mar em potável

Postado domingo, 27 de abril de 2014 | 17:50

Reprodução
Garrafa filtra água salgada para beber
Os sul-coreanos Younsun Kim, Kangkyung Lee, Byungsoo Kim e Minji Kim, da Universidade de Yonsei, na Coreia do Sul, desenvolveram um sistema de filtragem e purificação de água portátil que promete transformar água do mar em água potável.

O Puri, como é chamada a garrafa que filtra água, usa a tecnologia de osmose reversa. O item é projetado para uso em barcos ou situações de emergência no mar, em que as pessoas podem precisar de água para não se desidratarem ou até mesmo morrerem. Com esse equipamento, elas podem beber a água do mar.
Segundo o site da Fast Company, o uso é simples, o usuário só precisa bombear um êmbolo – dispositivo que desliza em um e outro sentido no interior de um cilindro – e pressurizar a água salgada, empurrando para a câmara de filtragem. Em seguida, a água doce entra em outra câmara, pronta para ser consumida.


GravityLight, a inovadora lanterna que funciona pela força da gravidade

Postado sexta-feira, 25 de abril de 2014 | 02:42

lanterna_peso-3
lanterna_pesoDesenvolvida pela empresa americana Deciwatt, a lanterna GravityLight tem como principal atrativo ser ativada pela força da gravidade. Parece mentira, mas a lanterna é ativada assim que se pendura um peso maior que 8 quilos.
Seu sistema de funcionamento é relativamente simples, e se assemelha muito às balanças utilizadas em feiras livres para pesar frutas e verduras.
Esta lâmpada inovadora é ativada pelo peso de um saco (podendo ser mochila também), e após alguns minutos a carga é retirada, e há energia para 25 minutos de luz.
Com um visual futurista (que lembram as ficções científicas dos anos 70) e inspirando-se no estilo de Dieter Rams e seus eletrodomésticos desenvolvidos para a Braun.
O equipamento tem como finalidade também ser uma fonte sustentável para comunidades carentes que não possuem energia elétrica.
Para saber mais sobre o produto visite a página do fabricante em  : http://deciwatt.org/
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